A importância da regulação das emoções dentro de um relacionamento
- Psicóloga Lais Florencio

- 1 de set. de 2025
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Em um relacionamento, não é apenas o amor que sustenta o vínculo, mas também a forma como cada parceiro lida com suas próprias emoções e com as emoções do outro. A psicanálise nos mostra que muitas vezes, reagimos no presente a partir de conteúdos inconscientes: lembranças infantis, marcas de rejeição, experiências de abandono ou modelos aprendidos com figuras parentais.
Quando uma emoção surge, como a raiva, ciúmes ou angústia, nem sempre diz respeito apenas à situação atual. Muitas vezes, é um eco do passado. Sem perceber, podemos projetar no parceiro antigas dores ou expectativas não resolvidas.
É nesse ponto que a regulação emocional se torna essencial. Regular não significa reprimir ou negar o que sentimos, mas acolher o afeto, compreendê-lo e encontrar um modo de expressá-lo. Essa capacidade permite transformar o impulso imediato em diálogo e o conflito em oportunidade de crescimento.
Aprender a nomear e elaborar as próprias emoções é um gesto de cuidado consigo e com o outro. Quando conseguimos sustentar as diferenças e os momentos de tensão sem recorrer a ataques, silêncios punitivos ou distanciamentos bruscos, o casal encontra um espaço de confiança e segurança.
Portanto, a regulação das emoções dentro do relacionamento não é apenas uma habilidade prática, mas um processo de autoconhecimento: ao reconhecer de onde vêm nossos sentimentos, nos tornamos mais livres para escolher como agir, em vez de repetir padrões inconscientes. E é nesse espaço de consciência que o amor amadurece.

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